Clubes brasileiros sabem utilizar as mídias sociais em transferências de jogadores?

FC-Man-Utd-2015

Quando se abre a janela de transferência de jogadores no Brasil, para o que os clubes se preparam? Única e exclusivamente para “R$” “USD” “Euros”, fora a estratégia de como esse atleta irá sair do clube, se pela porta da frente ou a dos fundos, a maioria pelas portas do fundo, mesmo com vários títulos e grande retorno para o clube. Além da falta de planejamento da despedida do jogador, não existe um planejamento para a chegada de um grande jogador, na ferramenta mais importante para gerar retorno que é as Midias Sociais, não existe se quer um bom planejamento.

A rede social trouxe  uma mudança fundamental na forma como os clubes de futebol se comunicam diretamente com a sua base de fãs. Não é nenhum segredo que a mídia social tem um papel central em qualquer estratégia de conteúdo de sucesso para um gigante europeu. Afinal, eles aprenderam a trabalhar com a estratégia de marketing digital, principalmente nas redes sociais. Coisa que os clubes brasileiros estão muito longe de alcançar.

Surgem centenas de boatos de transferência espalhados pelas redes sociais, que acompanham o dia a dia dos clubes que estão assinando com novos jogadores. Essa avalanche que segue de ruído criado pelos usuários fãs, seja de irritação ou alegria, carregam a quantidade de conteúdos que são oportunidades para o clube trabalhar sua marca.

Com tanta polêmica, os canais oficiais do clube pode fornecer a clareza necessária sobre o assunto e capitalizar fãs com enorme entusiasmo, demonstrando que o clube está investindo no clube e que esses reforços irão auxiliar em grande retorno financeiro. Que clube brasileiro trabalha com esse nível de transparência? Você sabe qual foi o retorno do contratação do Ronaldo para o Corinthians? Do Robinho para o Santos? Do Valdivia para o Palmeiras? Ronaldinho para o Flamengo, Atlético Mineiro e Fluminense?

Com tudo isso em mente, nós evidenciamos uma nova visão e diferentes estratégias que os clubes podem encaminhar o seu enorme tráfego de usuários, principalmente quando for anunciar novas contratações, lógico que dando preferência nas mídias sociais.

Existem grandes exemplos de ações como essa fora do Brasil (fonte: FutureSport):

Um grande reforço de Sterling para o Manchester City

Manchester City finalmente contratou o Raheem Sterling do Liverpool por £ 49m nesta terça-feira esta contratação criou um grande fluxo de tráfego para os seus canais.

Sterling-Instagram

A dúvida de Sterling de assinar ou não o contrato (não tenho certeza sobre o papel azul) ganhou mais de 2,5 m de loops no Vine, até agora, e cerca de 3.000 RT no Twitter, com #WelcomeRaheem.

O City reforçou sua plataforma cruzando 9 posts separados no Instagram, desde a sua primeira entrevista médica, gerando mais de 275 mil likes.

Finalmente um clube soube utilizar Periscópio para deixar seus fãs assistir a apresentação do jogador no Etihad, apresentando aos seus seguidores no app streaming ao vivo para mais de 18.000 usuários.

Inovador ou não? Enquanto isso no Brasil, apresentamos jogadores enchendo os estádios e vendendo camisas, não que seja menos importante, mas podem fazer muito mais.

united

Manchester United perdendo a batalha nas redes sociais

O United teve uma segunda-feira movimentada com a apresentação do meio-campo Bastian Schweinsteiger e Morgan Schnerderlin. O grande volume de atividades dificultou o trabalho do United para explorar as midias sociais em cima do engajamento dos usuários, assim tem um trabalho bem discreto, mesmo que o Twitter teve um retorno bem positivo sem nenhum esforço.

#mufc tem o prazer de anunciar a assinatura deBSchweinsteiger do Bayern de Munique em um contrato de 3 anos.

Você acredita que os clubes brasileiros utilizam bem as redes sociais?


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