GP Brasil de F1: Ingressos, falta de interesse, alto custo e falta de estrutura

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Tudo bem que o torcedor brasileiro não admite o fato de não ter um grande representante disputando o titulo pelo pais, somos carentes de ídolos e muito competitivo, mas o problema da Fórmula 1 é muito maior do que só isso.

Vamos começar pelos ingressos que não se esgotaram ainda (com valores R$ 525), será que irá repetir a queda de 2013 e 2014? Fica dificil realmente vender ingressos com a estrutura e beneficios que o evento oferece, começando pela falta de sinalização para apoiar as pessoas que estão indo ao evento. Outro grande problema é a questão da acessibilidade? Tudo bem que esse é um problema de estrutura nacional, afinal isso é algo bem comum, mas que não deveria ser. Agora a estrutura dos boxes e pistas estão agradando bastante, só esqueceram de avisar os organizadores e prefeitura de SP que sem público não há evento!

Sem público no evento ou assistindo pela TV, não haverá cobertura, não é segredo que a Globo já está se afastando da F1, uma parceria de longos anos que está acabando por conta da media de ibope 7,7 pontos, menor que muitos jogos de futebol no Brasil. Último recorde que a F1 bateu no Brasil, foi quando o Massa ainda estava disputando titulo contra Lewis Hamilton em 2008.

Tudo isso se une ao fato da mudança de comportamento de consumo da Televisão, a TV Globo é uma das que estão sofrendo com essa mudança de comportamento, poder acompanhar um etapa da F1 quando quiser é um grande beneficio e cada vez mais utilizado. Outra grande oportunidade está nas transmissões por streaming nas redes sociais como Facebook e Youtube, estratégia que a Fórmula-E utiliza muito bem.

Quantas empresas hoje no mundo tem condições de ter uma equipe na Fórmula 1?
Poucas, grande prova é a saida das equipes nesses ultimos anos, com possibilidade de existirem outras no próximo ano. Evidente que terão que se reinventar, um bom exemplo é a estrutura do Team Haas com uma equipe reduzida e que irá trabalhar com um investimento muito próximo do que faz na Nascar.

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Quem conhece a estrutura de base para revelar novos pilotos no Brasil?
Errado, não existe uma estrutura para revelar novos grandes pilotos. Poucas empresas que apostam nessa base, afinal é muito mais fácil colocar a marca no painel de fundo onde a TV Globo irá gravar e garantir 7 pontos de audiência.

Uma vez assisti uma palestra do Emerson Fittipalti, fiz a seguinte pergunta para ele:
Você acredita na base do automobilismo brasileiro? Você acha que um grande talento pode surgir nessas condições?
A resposta foi muito simples:
“Não agredido nesse momento em grandes resultados, afinal, manter uma estrutura de apoio ao kart é muito caro, existem poucas empresas que apoiam essa base. Tenho um projeto muito parecido do que estão fazendo no México, para revelar novos talentos, só me falta apoio de uma grande empresa. Pode esperar, em breve verá um grande número de novos grandes pilotos Mexicanos”.

A base brasileira se resume a um grande problema: Por quê vamos dar um pirulito para uma criança e depois teremos que tirar, como evoluir o pós kart?

talento

Outra grande preocupação é, quantas empresas hoje no Brasil tem condições de patrocinar uma Fórmula 1 ou uma equipe, com investimentos astronômicos! E um retorno cada vez mais contestável, grande investimento e muitas limitações de exposição de marca.

Fórmula 1 precisa de reinventar, criar novas alternativas para suas equipes e patrocinadores, exigir mais qualidade de serviço e organização, se não terá grandes problemas futuramente.


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